Aprendi essa história, já faz algum tempo. Quando ainda estava no curso técnico, rsrs.

 

“No Alasca, um esporte tradicional é cortar árvores. Há lenhadores famosos, com domínio, habilidade e energia no uso do machado. Querendo tornar-se também um grande lenhador, um jovem escutou falar do melhor de todos os lenhadores do país. Resolveu procurá-lo.

– Quero ser seu discípulo. Quero aprender a cortar árvore como o senhor.

O jovem empenhou-se no aprendizado das lições do mestre, e depois de algum tempo achou-se melhor que ele. Mais forte, mais ágil, mais jovem, venceria facilmente o velho lenhador. Desafiou o mestre para uma competição de oito horas, para ver qual dos dois cortaria mais árvores.

O desafio foi aceito, e o jovem lenhador começou a cortar árvores com entusiasmo e vigor. Entre uma árvore e outra, olhava para o mestre, mas na maior parte das vezes o via sentado. O jovem voltava às suas árvores, certo da vitória, sentindo piedade pelo velho mestre.

Quando terminou o dia, para grande surpresa do jovem, o velho mestre havia cortado muito mais árvores do que o seu desafiante.

– Mas como é que pode? – surpreendeu-se. Quase todas as vezes em que olhei, você estava descansando!

– Não, meu filho, eu não estava descansando. Estava afiando o machado. Foi por isso que você perdeu.

Aprendizado é um processo que não tem fim. Sempre temos algo a aprender. O tempo utilizado para afiar o machado é recompensado valiosamente. O reforço no aprendizado, que dura a vida toda, é como afiar sempre o machado. Continue afiando o seu.”

Do livro: Comunicação Global – Dr. Lair Ribeiro

Há também, a analogia, feita por Stephen Covey, no livro Os 7 Habitos Das Pessoas Altamente Eficazes (The 7 Habits of Highly Effective People):

O hábito 7, “Afinar o instrumento”, significa parar para afiar o machado, porque assim ele cortará melhor e mais rápido: ele é o seu CP pessoal e enfatiza a preservação e melhoria do seu bem mais precioso, que é você mesmo. O objetivo é buscar a renovação das quatro dimensões de sua natureza: a física, espiritual, intelectual e emocional, que devem ser exercidas com regularidade, de forma equilibrada.

O conceito de “Afiar o machado” não é novo e todos nós sabemos que precisamos parar periodicamente para avaliar e melhorar “nossas ferramentas”.

Mas, a verdade é que a maioria de nós vive esquecendo ou mesmo negligenciando isso. O dilema nos acompanha dia-a-dia: será que devo continuar e “cortar mais uma árvore” ou dar uma parada para “afiar o machado”?

Importante lembrar que ninguém vai poder responder esta pergunta além de você mesmo, porque é você que o usa e somente você poderá fazer esta avaliação. Nosso maior problema é que sempre achamos que é uma má hora para “afiar o machado”.

Sempre estamos com algo mais urgente para fazer: uma tarefa crítica, um marco a ser cumprido ou simplesmente a sobrecarga de trabalho. Sempre há alguém sendo priorizado: nossos clientes e superiores, parceiros e fornecedores, membros da equipe, etc.

Diariamente surgirá mais uma “árvore” urgente impedindo a parada para “afiar o machado”. Não se iluda: o momento certo da parada não vai chegar nunca, portanto, é você quem precisa tomar esta decisão e dedicar o tempo necessário se quiser continuar “cortando árvores” com eficiência  (Blog Artia).

E você? Tem reservado o tempo necessário para afiar o seu machado?

Compartilho com vocês porque acho que sempre é válido aprendermos um pouco mais, todos os dias.

Espero que gostem.

Bjoks, Maira