Nasce a mãe e com ela, a culpa. Mas não precisa ser assim…

Não precisa mesmo. Nossa campanha vai te informar, discutir e aliviar as culpas

Então nasce o bebê e com ele nasce a mãe e, com ela, nasce a culpa. “Não consegui amamentar”, “Dou papinha”, “Não tenho tempo livre para meus filhos”… Este desejo-irracional-de-busca-da-perfeição-impossível parece fazer parte do conceito de maternidade. “Mãe é tudo”, “Mãe é mãe”, “Mãe sabe tudo”. Sim, ser mãe é maravilhoso, mas como sabemos, não existe perfeição, não existe certo absoluto, não existe só uma maneira de fazer as coisas. Por isso criamos a campanha Culpa, Não!. A partir deste mês, você verá o selo acima na revista, no site, no Ipad e nas nossas redes sociais. Ele identificará reportagens, conselhos, debates, dicas e outros conteúdos criados especialmente para informar, discutir e aliviar estas culpas cotidianas. Serão nove temas até o começo do ano que vem. A cada “culpa” que tratarmos, vamos escolher dez leitoras para se encontrarem com a nossa redação para contar suas histórias e trocar experiências. Uma delas, terá sua história publicada na revista.

Queremos que as mães olhem para si com a mesma generosidade com que olham os filhos. Acreditamos que mãe sem culpa é melhor. Se você se identificou:

1. Leia a íntegra do manifesto da campanha abaixo.

2. Curta a página da nossa campanha no Facebook (www.facebook.com/culpanao).

3. Leia e comente a reportagem com o selo na edição de junho da Pais & Filhos. O tema do mês é obesidade infantil:

>>> É, meu filho está gordo,.. E agora?

4. Conte a sua história para participar da seleção das dez mães. Pode ser nos comentários da página da campanha no Facebook, na aba do Culpa, Não! dentro do Facebook da Pais & Filhos, nos comentários das reportagens no site ou para o e-mail revpaisefilhos@gmail.com.

Campanha Culpa, Não!

A história, a gente conhece: nasce o bebê, com ele “nasce” a mãe e ao mesmo tempo nasce nela a vontade de acertar, a necessidade de fazer direito, de fazer o melhor pelo seu filho sempre, o tempo todo, em tudo. Num mundo onde as famílias são menores e mais sós, num tempo em que as possibilidades são infinitas e a overdose de informação nos bombardeia de todas as formas, o mar de confusão em que a mãe mergulha, cheio de dogmas e sinais contraditórios é mesmo infinito.

Este desejo-irracional-de-busca-da-perfeição-impossível parece fazer parte do conceito de maternidade. “Mãe é tudo”, “Mãe é mãe”, “Mãe sabe tudo”. Sim, ser mãe é maravilhoso, mas como sabemos, não existe perfeição,

não existe certo absoluto, não existe só uma maneira de fazer as coisas.

 

Continuando nossa história e indo além: nasce o bebê, nasce a mãe e com ela, por conta da frustração, da  impossibilidade de se chegar a perfeição, vem a culpa. Culpa que inibe, faz sofrer, atrapalha, impede de ver as coisas como são, culpa que coloca uma neblina na relação entre mãe e filho.

 

No entanto, nós acreditamos ser possível reverter este quadro. Mais que possível, achamos ser nossa obrigação trabalhar contra isso. Mãe não precisa ter culpa. Mãe pode e deve ser maravilhosa, plena, inteira, se consciente do que ela é, do jeito que ela é e sabendo sempre que a perfeição é no máximo, uma meta.

 

Mãe também é gente. Mãe também é filha. Mãe é sempre de carne e osso e com um coração na mão, pra fora do corpo. Temos nossas características e os limites que vem destas mesmas características. E nossos filhos são “nossos”: também não serão perfeitos, mas amados incondicionalmente exatamente como são.

 

Para isso é preciso que as mães, antes de mais nada, saibam se olhar com a mesma generosidade com que olham os filhos. Vamos deixar que eles nos deem a primeira lição de muitas que certamente darão: mãe sem culpa é melhor.

 

Nossa campanha é essa: abaixo a culpa! Nossa ideia é informar, discutir e aliviar, estando perto, acompanhando, acolhendo, aceitando e ajudando.

viaNasce a mãe e com ela, a culpa. Mas não precisa ser assim… – Revista Pais & Filhos.